Materiais reciclados separados em esteira com seta vermelha indicando aumento de custos

Nos últimos anos, percebo uma preocupação crescente com o aumento do custo de materiais reciclados no Brasil. De papel reciclado a plástico processado e metais recuperados, as despesas para produzir e comercializar itens reciclados estão subindo rapidamente. Muitas vezes, isso foge do controle do consumidor e do pequeno produtor, mas também impacta grandes empresas comprometidas com a sustentabilidade e metas ESG. A verdade é simples: quando o reciclado fica mais caro, muitos acabam optando por matérias-primas virgens, o que contraria todo o trabalho feito para fortalecer a economia circular e os benefícios ambientais da reciclagem.

Quero compartilhar a minha visão de quem acompanha esse movimento há anos, mostrar o que está por trás desse encarecimento e, principalmente, como alternativas como a Lei de Incentivo à Reciclagem (LIR) e soluções inovadoras como a Conecta LIR podem indicar novos caminhos.

O cenário atual: por que reciclar está ficando mais caro?

É impossível negar: produzir papel reciclado, plástico processado e metais recuperados está pesando mais no bolso. E não é só impressão minha. Dados recentes apontam para custos operacionais mais altos em cada etapa da cadeia de reciclagem. Entre os principais motivos destaco:

  • Alta nos preços de energia elétrica e combustíveis, essenciais para operar máquinas de triagem e transformação dos resíduos.
  • Custo dos insumos industriais, especialmente para lavagem, processamento químico e transporte dos materiais reciclados.
  • Burocracia e impostos elevados, dificultando a vida de quem quer empreender nesse segmento.
  • Falta de incentivos fiscais ou subsídios em algumas regiões, ao contrário do que ocorre em setores tradicionais.
Fábrica com papel reciclado sendo processado em máquinas industriais

Por trás dos preços: coletar e transformar ainda é desafio

De acordo com a Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente (Abrema), o Brasil reciclou apenas 8,3% dos resíduos sólidos urbanos em 2023, um desempenho baixo diante do volume total gerado. O setor de plástico, por outro lado, deu sinais de recuperação, com produção expressiva de resina pós-consumo. Já a cadeia de metais ainda apresenta ociosidade significativa, com apenas 25% de sucata ferrosa aproveitada na indústria siderúrgica nacional. Estes números mostram como a cadeia ainda é muito dependente de coleta informal e está aquém de seu potencial produtivo.

Uma explicação comum que vejo nos meus estudos é que as empresas enfrentam dificuldades para arcar com a triagem, armazenamento e transformação dos resíduos, principalmente na ausência de apoio público ou incentivos diretos. Afinal, o custo logístico cresce proporcionalmente à necessidade de separar, lavar e classificar os materiais coletados. Quanto menor o apoio e a integração na cadeia, mais difícil é conter o aumento dos preços ao consumidor final.

Quando material reciclado encarece, o mercado sente

Como profissional observador desse setor, vejo claramente o efeito dominó. O encarecimento dos reciclados impacta não só as empresas e cooperativas, mas chega também no consumidor comum. Entre as consequências mais visíveis:

  • Produtos reciclados perdem competitividade frente aos itens feitos com matéria-prima virgem.
  • Projetos de responsabilidade socioambiental ficam mais caros para organizações alinhadas ao ESG.
  • Diminui a atratividade para investimentos em inovação e tecnologia de reciclagem.
  • Reduz-se o incentivo à separação dos resíduos na origem, pois a remuneração da cadeia tende a cair.

Em resumo, quanto mais caro e difícil for produzir reciclados, maiores as chances de fortalecer fornecedores de itens tradicionais, menos sustentáveis. O paradoxo se instala: o consumidor quer ser sustentável, mas acaba encontrando obstáculos no preço final ou na disponibilidade dos produtos.

A influência dos tributos e da política de incentivos

Muitas empresas se confundem com tantas regras tributárias e incentivos fiscais, ou mesmo desanimam ao perceber que reciclar pode pesar no caixa mais do que pensavam. A regulamentação recente, porém, promete ajudar. A Lei de Incentivo à Reciclagem (LIR) é um divisor de águas, pois permite direcionar até 1% do IRPJ devido por empresas tributadas no Lucro Real para projetos de reciclagem, sem custo adicional. Mais ainda: com respaldo legal, transparência e curadoria – como faz a Conecta LIR – esse recurso impulsiona não só a reciclagem, mas também a geração de renda e o cumprimento de metas ambientais, sociais e de governança dentro das organizações. Entender o novo contexto tributário é o primeiro passo para empresas interessadas em investir de maneira inteligente e estratégica.

Impactos diretos para empresas e projetos ESG

Em meus contatos com empresas preocupadas com o ESG, percebo que a elevação dos custos traz desafios, mas também reforça a necessidade de inovação e de buscar oportunidades em incentivos. É o caso da LIR, que além de permitir a dedução fiscal, conecta organizações a projetos aprovados que realmente transformam comunidades e ampliam o impacto positivo no meio ambiente. Empresas que apostam nessa integração relatam:

  • Relatórios ESG relevantes e consistentes para comunicação com o mercado e investidores.
  • Economia tributária sem risco jurídico e transparência total.
  • Ganho em reputação e participação nos debates públicos sobre sustentabilidade.

Aliás, muitos projetos só saíram do papel porque conseguiram captar recursos por meio de plataformas alinhadas à LIR. O valor estratégico deixou de ser apenas ambiental e passou a integrar o planejamento financeiro.

O que fazer para combater o aumento dos custos no setor?

Acredito que combater o aumento dos custos exige uma combinação de ações articuladas:

  1. Investir em inovação nos processos de triagem e transformação de recicláveis, reduzindo desperdício e melhorando o aproveitamento dos materiais.
  2. Fortalecer iniciativas públicas e privadas de coleta seletiva, superando os gargalos apontados por estudos que mostram baixa cobertura no Brasil.
  3. Incentivar políticas públicas que reduzam a carga tributária ou concedam créditos fiscais para quem recicla.
  4. Aproveitar as vantagens da Lei de Incentivo à Reciclagem, principalmente com suporte de iniciativas que conectem empresas e projetos já validados pelo Ministério do Meio Ambiente.
  5. Ampliar campanhas de comunicação sobre a importância e os benefícios financeiros e ambientais de consumir reciclados, criando uma cultura sustentável de longo prazo.
Estrada sinuosa verde com plantas e montanhas ao fundo e símbolo de reciclagem circular em destaque

O Ministério da Fazenda já afirmou que a neutralidade tributária será garantida para reciclados e materiais primários, além de isenções e benefícios para catadores e cooperativas, que cumpre papel essencial na cadeia. Isso traz alívio e mostra que é possível avançar, discutindo também os impactos das recentes reformas tributárias para o setor.

A LIR e a Conecta LIR: ferramentas para um futuro sustentável

Em minha experiência, quanto maior o engajamento de empresas e projetos com a Lei de Incentivo à Reciclagem – por meio de plataformas dedicadas como a Conecta LIR –, maior a capacidade de ampliar o impacto positivo dos reciclados no Brasil.

Quando o imposto vira investimento, reciclagem se torna ativo estratégico.

O papel reciclado pode ser competitivo, o plástico reaproveitado pode avançar ainda mais, e a sucata de metais pode de fato integrar a indústria nacional, desde que recursos e incentivos estejam bem direcionados. Informação, transparência e apoio especializado são elementos centrais para que empresas de todos os tamanhos se tornem protagonistas dessa transformação, cumprindo o papel social e ambiental esperado pela sociedade.

Grupo de empresários reunidos em sala moderna discutindo estratégia de reciclagem

Por fim, minha sugestão para empresas e consumidores é pesquisar, buscar alternativas viáveis e exigir transparência na formação de preços. Existem boas práticas para diminuir custos no setor ESG e reciclagem, capazes de fortalecer toda a cadeia sem comprometer o avanço ambiental. Quem quiser planejar para os próximos anos, pode avaliar estratégias para cortar custos já para 2026.

Se você se interessa por esses temas, quer alinhar sua atuação a uma estratégia tributária responsável e ao mesmo tempo gerar impacto social real, recomendo conhecer melhor a plataforma Conecta LIR. Transforme tributos em impacto, valorize o reciclado e faça a diferença.

Perguntas frequentes sobre o impacto do aumento de custos no setor de reciclagem

O que causa o aumento dos custos na reciclagem?

O aumento dos custos na reciclagem é causado por fatores como energia mais cara, elevação dos insumos industriais, transporte, infraestrutura limitada para coleta seletiva e falta de incentivos fiscais. Toda essa cadeia faz com que processar e transformar resíduos fique mais caro, pressionando quem trabalha com materiais reciclados.

Como o preço do papel reciclado é afetado?

O preço do papel reciclado sobe especialmente devido ao custo da triagem, energia e logística, além da oferta reduzida de resíduos de boa qualidade. Quando esses custos aumentam, o reciclado perde vantagem frente ao papel convencional, repercutindo diretamente no preço ao consumidor.

Vale a pena comprar plástico processado mais caro?

Apesar do preço mais alto, optar por plástico processado normalmente significa apoiar práticas ambientais melhores, reduzir resíduos e incentivar a economia circular. O custo maior pode ser compensado por benefícios ambientais, reputação de marca e até vantagens fiscais em compras corporativas.

Onde encontrar metais reciclados de qualidade?

Metais reciclados de qualidade podem ser encontrados em empresas e cooperativas especializadas, muitas vezes conectadas por plataformas certificadas como a Conecta LIR. Além disso, buscar fornecedores que comprovem a rastreabilidade e o cumprimento das normas é fundamental para garantir qualidade.

Como economizar na compra de materiais reciclados?

Para economizar, é importante negociar com fornecedores confiáveis, buscar incentivos fiscais e estar atento a editais e parcerias promovidas por plataformas ligadas à LIR. Além disso, grandes volumes e contratos planejados costumam garantir preços melhores.

Compartilhe este artigo

Quer gerar impacto alinhando tributos e sustentabilidade?

Descubra como sua empresa pode investir em projetos de reciclagem via Lei de Incentivo à Reciclagem. Saiba mais!

Simular benefício fiscal
Alexandre Furlan Braz

Sobre o Autor

Alexandre Furlan Braz

Alexandre Furlan Braz é apaixonado pelo desenvolvimento sustentável e pelo potencial das leis de incentivo para transformar a sociedade. Atua como redator e web designer, mantendo-se atualizado com as tendências de reciclagem, economia circular e responsabilidade social corporativa. Seu interesse está em conectar empresas a projetos de impacto, promovendo soluções inovadoras alinhadas a metas ambientais, sociais e de governança.

Posts Recomendados