Executivos observando cooperativa de reciclagem com infraestrutura moderna

Costumo ouvir que reciclagem é apenas separar plástico do lixo comum. Mas nos bastidores, há um verdadeiro movimento transformando toda a cadeia de resíduos no Brasil, e garanto: as empresas, cooperativas e projetos que abraçam a Lei de Incentivo à Reciclagem têm um papel central nisso tudo. Hoje quero não só explicar como funcionam esses projetos, mas também compartilhar exemplos práticos, resultados inspiradores e, principalmente, orientar aqueles que querem atuar de maneira responsável e estratégica nesse universo.

O que define um projeto aprovado na Lei de Incentivo à Reciclagem?

Para começar, é fundamental entender que, para estar apto ao incentivo, o projeto passa por uma curadoria rigorosa. Percebi, em minhas pesquisas, que o Ministério do Meio Ambiente exige que os projetos apresentem impacto social, ambiental e econômico de forma clara e comprovada. Entram aqui iniciativas ligadas à economia circular, reciclagem, compostagem, tecnologia para cooperativas, capacitação de catadores, pesquisa científica aplicada e até estruturação de Pontos de Entrega Voluntária (PEVs). Projetos são validados por critérios técnicos, legais e de transparência, não havendo espaço para informalidade.

Em 2025, a receptividade foi impressionante: foram mais de 950 projetos submetidos, vindos de 26 estados, somando R$ 2,2 bilhões em investimentos solicitados. Isso revela tanto o interesse do setor quanto do próprio poder público em fomentar uma nova cultura de responsabilidade entre empresas e sociedade civil, alinhada às metas ESG e de impacto.

Como funciona o processo de aprovação?

Depois de dialogar com quem já percorreu essa jornada, ficou claro para mim que o passo a passo para inscrever um projeto é bem objetivo, apesar de desafiador para quem não domina a administração pública. O ciclo geralmente envolve:

  1. Submissão do projeto pela entidade (cooperativa, associação, empresa ou instituição de pesquisa) na plataforma digital do Ministério do Meio Ambiente.
  2. Avaliação técnica com base em requisitos legais, impacto social, capacidade operacional, inovação, viabilidade econômico-financeira e aderência às diretrizes da Lei 14.260/21.
  3. Publicação dos aprovados no Sistema Nacional de Informações sobre a Gestão dos Resíduos Sólidos (SINIR).
  4. Autorização para captar os recursos junto às empresas optantes do Lucro Real, que destinarão até 1% do Imposto de Renda devido para o projeto.
Profissionais analisando propostas de projetos de reciclagem em ambiente de escritório

Um ponto relevante: a destinação destes recursos é 100% dedutível e não representa custo adicional para a empresa apoiadora, permitindo alinhar performance tributária com responsabilidade social e imagem de sustentabilidade. Projetos que apenas atendem à logística reversa, requisito legal das empresas, não são elegíveis, reforçando a busca por impacto real.

Se você deseja se aprofundar nos passos para aprovação, recomendo o artigo que detalha o processo de aprovação de projetos de resíduos orgânicos na LIR.

Áreas prioritárias e abrangência dos projetos de reciclagem incentivados

Tenho acompanhado de perto a evolução dos projetos contemplados pela Lei de Incentivo à Reciclagem e fica clara a amplitude de iniciativas. Segue um resumo das principais áreas que costumo encontrar, e que servem de inspiração para novas ideias:

  • Capacitação e inclusão dos catadores e cooperativas: formação profissional, inclusão digital, melhoria das condições de trabalho.
  • Pesquisa aplicada: desenvolvimento de tecnologias, estudos sobre novos materiais recicláveis, otimização de processos.
  • Infraestrutura e equipamentos: aquisição de caminhões, balanças, prensas, uniformes e sistemas de gestão.
  • Implantação de Pontos de Entrega Voluntária e Centros de Triagem.
  • Projetos sociais de geração de renda associados à coleta e transformação de resíduos.
  • Projetos de compostagem e educação ambiental.
  • Fortalecimento da cadeia produtiva de recicláveis e inclusão em processos de economia circular.

Para se atualizar sobre iniciativas inovadoras, indico conferir projetos já aprovados na Lei de Incentivo à Reciclagem e acompanhar exemplos práticos do que está sendo feito no país.

Exemplos práticos de projetos que fazem diferença

Me emociona ver projetos com histórias reais de transformação. Um caso próximo da minha trajetória foi o Projeto Valora, apoiado via Conecta LIR, que formalizou e equipou cooperativas por meio da tecnologia na Grande São Paulo, com investimento inicial acima de R$ 1,5 milhão. A entrega vai além de infraestrutura: promoveu estabilidade jurídica, rastreabilidade e capacitação do time de catadores.

Estrada sinuosa verde com plantas e montanhas ao fundo e símbolo de reciclagem circular em destaque

Outro exemplo marcante está nos Pontos de Entrega Voluntária (PEVs), que vêm se multiplicando em grandes centros urbanos. Neles, a população consegue fazer o descarte correto e as cooperativas ganham matéria-prima para reciclagem, reforçando a conexão entre o cidadão e o ciclo produtivo sustentável. E claro, as empresas investidoras obtêm relatórios de impacto e transparência.

Inspirador também foi acompanhar a criação de laboratórios de pesquisa dentro de universidades públicas, apoiados pela LIR, trabalhando em soluções para plásticos biodegradáveis e métodos alternativos de reciclagem de resíduos orgânicos.

Laboratório universitário com estudantes trabalhando em pesquisas sobre reciclagem

O interessante, na minha opinião, é que esses projetos agregam valor não só ao meio ambiente, mas também promovem ganhos concretos de geração de renda, inclusão social e inovação.

Estudos e relatos presentes no painel dos melhores projetos da Lei de Incentivo à Reciclagem mostram histórias de centros de triagem modernos, sistemas de logística compartilhada e integração de blockchain para controle de resíduos.

Resultados alcançados: sociais, ambientais e econômicos

Falando de dados concretos, verifiquei que os mais de 950 projetos cadastrados desde a criação da lei permitiram um aumento expressivo na captação de recursos e, consequentemente, em resultados de impacto. No recorte de 2025, R$ 140 milhões já foram efetivamente captados, segundo previsões do setor, com projetos beneficiando diretamente cooperativas, municípios e cadeias produtivas inteiras.

Ilustração de estrada verde sinuosa passando por natureza estilizada com plantas e montanhas, com símbolo de reciclagem ao fundo e logotipo conecta lir no canto superior direito

Entre os benefícios observados nesses projetos, destaco:

  • Redução do volume de resíduos enviados a aterros sanitários.
  • Geração de novas oportunidades de emprego para catadores e profissionais da área ambiental.
  • Promoção de tecnologia e inovação aplicada à reciclagem e gestão de resíduos.
  • Aumento do volume de materiais reciclados e da renda das cooperativas.
  • Inclusão social de grupos tradicionalmente marginalizados nesse setor.

Muitos projetos passaram a captar recursos de forma recorrente, ampliando a sua atuação e garantindo novos ciclos de investimento e impacto.

Transparência, acompanhamento e protagonismo dos catadores

Sempre acreditei que não existe impacto verdadeiro sem transparência e monitoramento. Pelo modelo da LIR, todos os recursos investidos por meio do imposto destinado precisam ser rastreáveis, tanto por quem recebe quanto por quem investe. A prestação de contas é obrigatória, e o próprio Ministério do Meio Ambiente faz auditorias periódicas.

  • O acompanhamento dos resultados é feito via relatórios detalhados, que comprovam desde o número de toneladas processadas até o número de famílias impactadas.
  • Esse compromisso de transparência se estende à própria Conecta LIR, que oferece painéis em tempo real para empresas e projetos, garantindo o controle de cada etapa e a clareza dos resultados obtidos.

Um dos grandes diferenciais, sem dúvida, é o protagonismo dos catadores. Eles são a linha de frente da reciclagem no Brasil, sendo muitas vezes responsáveis pela triagem do material, o contato com a comunidade e a dinamização da economia circular. Projetos bem desenhados investem na qualificação, no reconhecimento e na participação ativa desses profissionais.

Catadores de material reciclável trabalhando e participando de reunião comunitária

Para aprofundar o tema da avaliação de impacto e acompanhamento, recomendo ler o artigo focado em avaliação de impacto socioambiental em projetos LIR.

Como empresas podem selecionar e investir em projetos alinhados à estratégia ESG?

Ao conversar com gestores, recebo muitas dúvidas práticas: como escolher um projeto que realmente faça sentido para a marca, tenha impacto relevante e traga segurança jurídica? Estou convencido de que, para acertar, o caminho passa por curadoria especializada, análise de resultados prévios, transparência nos processos e acompanhamento constante.

  • Analisar se o projeto oferece relatórios de impacto e métricas ESG auditáveis.
  • Verificar se o projeto conta com apoio técnico, como o da Conecta LIR, que cruza os interesses e perfis de cada empresa com iniciativas aderentes, eliminando riscos e controlando toda a documentação e compliance.
  • Buscar projetos reconhecidos, como centros de referência pública, projetos sociais de inclusão ou iniciativas inovadoras impulsionadas por universidades, tecnologia ou cooperativas premiadas.

O investimento em projetos da lei NÃO representa gasto extra. É uma realocação estratégica do imposto devido, que retorna em ganhos de imagem, alinhamento ao ESG, impacto social e até campanhas de marketing institucional.

Fica ainda mais fácil se você conta com plataformas como a Conecta LIR, que oferecem integração com o sistema do governo, vitrine inteligente de projetos, relatórios detalhados e painel de acompanhamento em tempo real. Veja o guia completo de incentivo para empresas e projetos para tomar decisões conscientes e de alto impacto.

Conclusão

A Lei de Incentivo à Reciclagem não é só mais uma regra tributária. Em minhas experiências, vi que ela é motor de transformação, mudando o destino de toneladas de resíduos, promovendo justiça social e fomentando inovação em toda a cadeia da sustentabilidade.

Transformar imposto em impacto positivo nunca foi tão possível e transparente para empresas brasileiras, e a Conecta LIR está pronta para apoiar, conectar e gerar resultados concretos.

Se você já vislumbra inscrever um projeto de reciclagem ou busca direcionar o imposto para iniciativas que geram valor real, acesse agora a página da Conecta LIR e descubra como transformar sua participação em resultados mensuráveis para o Brasil e para seu negócio.

Perguntas frequentes

O que é a Lei de Incentivo à Reciclagem?

A Lei de Incentivo à Reciclagem, Lei 14.260/2021, permite que empresas tributadas pelo Lucro Real direcionem até 1% do Imposto de Renda devido para financiar projetos aprovados na área de reciclagem, economia circular e gestão de resíduos. Ela promove inovação, inclusão social e desenvolvimento sustentável ao conectar recursos privados a iniciativas aprovadas e fiscalizadas pelo governo.

Como funcionam os projetos de reciclagem incentivados?

Os projetos precisam ser apresentados por entidades ou cooperativas, passar por avaliação técnica e aprovação junto ao Ministério do Meio Ambiente e serem publicados no SINIR. Após a aprovação, podem captar recursos de empresas optantes do Lucro Real, com acompanhamento e transparência garantidos por relatórios detalhados e auditorias regulares do governo e das plataformas credenciadas.

Quais resultados esses projetos já apresentaram?

Os projetos aprovados pela Lei de Incentivo à Reciclagem já viabilizaram a ampliação e a modernização de cooperativas, geração de empregos, redução do volume de resíduos encaminhados a aterros, inclusão social dos catadores, além do desenvolvimento de novas soluções tecnológicas e infraestrutura. Os benefícios econômicos e ambientais são amplamente comprovados nos relatórios e indicadores públicos.

Quem pode participar dos projetos de reciclagem?

Podem participar entidades sem fins lucrativos, cooperativas, associações, empresas e universidades públicas que tenham projetos com impacto socioambiental comprovado na área de reciclagem e economia circular. Empresas do Lucro Real podem investir nos projetos, usufruindo dedução integral do valor direcionado.

Como inscrever um projeto na Lei de Reciclagem?

A inscrição exige cadastro detalhado do projeto na plataforma do Ministério do Meio Ambiente, incluindo plano de trabalho, objetivos, públicos beneficiados, orçamento, indicadores de impacto e documentação completa. Após aprovação técnica e legal, o projeto pode ser divulgado em plataformas especializadas como a Conecta LIR para captar recursos de empresas. Todo o processo é digitalizado, transparente e auditável.

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Alexandre Furlan Braz

Sobre o Autor

Alexandre Furlan Braz

Alexandre Furlan Braz é apaixonado pelo desenvolvimento sustentável e pelo potencial das leis de incentivo para transformar a sociedade. Atua como redator e web designer, mantendo-se atualizado com as tendências de reciclagem, economia circular e responsabilidade social corporativa. Seu interesse está em conectar empresas a projetos de impacto, promovendo soluções inovadoras alinhadas a metas ambientais, sociais e de governança.

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