Executivos observam símbolo de reciclagem formado por ícones de impostos e impacto social

Em todos esses anos como autor e observador das mudanças ambientais e fiscais no país, nunca vi uma transformação tão estratégica na relação entre empresas, tributos e sustentabilidade como a chegada da Lei de Incentivo à Reciclagem. Este artigo é o que gostaria de ter lido quando ainda me perdia entre jargões tributários e dúvidas ambientais: quero mostrar como o mecanismo da LIR pode ser o ponto de virada para negócios, projetos inovadores e para o futuro do nosso planeta.

Entendendo o que é a LIR e sua proposta

Na prática, a Lei 14.260/21, conhecida como Lei de Incentivo à Reciclagem, oferece às empresas tributadas pelo Lucro Real a chance de destinar até 1% do IRPJ devido para projetos aprovados pelo governo que atuem com reciclagem, economia circular e gestão de resíduos. Sem aumentar o custo tributário, a empresa redireciona parte do que já pagaria em impostos para apoiar projetos reais, selecionados por critérios técnicos rígidos. O objetivo principal é engajar o setor produtivo e a sociedade civil numa resposta colaborativa ao desafio do lixo e reciclagem no Brasil.

Um ponto interessante: ao consultar os dados oficiais da Embrapa, percebi que reciclamos apenas 7,5% dos quase 90 milhões de toneladas de resíduos gerados anualmente, um quadro que grita por soluções coletivas segundo a Embrapa. A LIR surge para virar essa página.

Como funciona o incentivo fiscal na prática

No meu trabalho acompanhando empresas de diversos perfis, vi que a dúvida mais comum é: “Como colaborar sem aumentar o gasto tributário?” O mecanismo da lei é simples e transparente:

  • A empresa calcula o IRPJ apurado no modelo Lucro Real.
  • Pode destinar até 1% desse valor para projetos aprovados de reciclagem (circulares, compostagem, apoio a cooperativas, entre outros).
  • O valor é totalmente dedutível: ou seja, sai do imposto devido, sem custo adicional para a organização.

Por exemplo: uma empresa do setor industrial com IRPJ apurado de R$ 12,4 milhões poderia destinar até R$ 124 mil via LIR, sem colocar a mão no bolso além do que já pagaria de imposto. Já observei isto mudar perspectivas de investimentos em sustentabilidade em grandes negócios.

Seta conectando imposto pago por empresa a projetos de reciclagem aprovados

Quais são os verdadeiros benefícios?

Decidi listar benefícios concretos que reconheci na atuação de empresas e projetos após a regulamentação da lei:

  • Otimização tributária e zero aumento de custo às empresas;
  • Relatórios de impacto ESG (essenciais para compliance, marketing e reputação);
  • Acesso a uma curadoria de projetos sérios e com impacto comprovado;
  • Fortalecimento da cadeia de resíduos e economia circular;
  • Maior visibilidade e valor à marca empresarial perante investidores e clientes.

Além disso, ao apoiar projetos de base, empresas contribuem com a geração de emprego e renda em comunidades carentes, uma camada social que senti muitas vezes invisibilizada mas fundamental na estrutura do setor de resíduos. As vantagens da lei avançam para além do imposto e ajudam a promover a cidadania e o compromisso ambiental como apontado neste guia dedicado para empresas e nesta compilação de conteúdos sobre incentivos.

Papel estratégico do Ministério do Meio Ambiente

O Ministério do Meio Ambiente (MMA) é o órgão responsável por aprovar, publicar e supervisionar os projetos participantes. Na minha vivência, essa etapa técnica e criteriosa é um dos trunfos para garantir a eficiência e seriedade da destinação de recursos. Todas as propostas aprovadas constam no SINIR, sistema nacional de informações sobre resíduos, o que garante transparência, fiscalização e rastreabilidade dos investimentos.

Quais tipos de projetos podem captar recursos?

Entre os principais focos, a lei contempla:

  • Reciclagem de vidro, papel, papelão, plásticos, metais e eletrônicos;
  • Projetos voltados à compostagem e economia circular;
  • Apoio à estruturação de cooperativas, associações de catadores e pontos de entrega voluntária;
  • Novas tecnologias para tratamento de resíduos e rastreamento.

Tive contato com propostas que trazem desde a formalização de cooperativas com tecnologia social até plantas de compostagem urbana. Este leque diverso gera oportunidades para empresas investirem de acordo com o próprio DNA e valores.

Estrada sinuosa verde com plantas e montanhas ao fundo e símbolo de reciclagem circular em destaque

Etapas para participação: experiência de quem participa

Na prática, o caminho para que empresas participem passa por etapas digitais e bastante acessíveis. Observei como a Conecta LIR desmistificou esse processo ao desenvolver um fluxo claro:

  1. Cadastro da empresa na plataforma;
  2. Match automatizado entre perfil da empresa e projetos cadastrados e aprovados;
  3. Acompanhamento tributário e suporte jurídico;
  4. Formalização do incentivo e retorno com relatórios de impacto.

Essa experiência digital reduz riscos jurídicos e traz clareza, ao mesmo tempo em que usa inteligência artificial para conectar cada investidor ao projeto e causa mais apropriada.

Transparência e controle social: um compromisso contínuo

A lei exige relatórios periódicos sobre metas de reciclagem, rastreando desde a origem até o destino final dos resíduos transformados. Testei na prática dashboards de impacto que tornam os dados acessíveis a qualquer parte envolvida. A transparência é uma garantia não só para empresas, mas para toda a sociedade.

Impactos sociais, ambientais e econômicos

Ao apoiar projetos de reciclagem via LIR, empresas deixam um legado positivo:

  • Redução efetiva do volume de lixo destinado a aterros;
  • Promoção da economia circular;
  • Inclusão produtiva de cooperativas;
  • Geração de emprego nas regiões mais vulneráveis;
  • Melhora dos indicadores ambientais e de saúde pública.

Em 2025, foram 952 propostas de 26 estados inscrevendo-se para captação de R$ 2,2 bilhões, reflexo da adesão em todos os setores conforme dados divulgados pelo governo.

Desafios e perspectivas de futuro

Apesar dos avanços, enfrento relatos de quem ainda acha o processo burocrático ou desafia encontrar projetos alinhados ao propósito da empresa. Aqui a tecnologia faz toda diferença. Plataformas como a Conecta LIR vêm para facilitar, apoiando desde o cadastro até a geração de relatórios, tornando o processo intuitivo, seguro e conectado.

Ainda há expectativa sobre melhorias e possível prorrogação da lei, principalmente em função dos resultados positivos identificados até aqui e com ações como os R$ 300 milhões em incentivos para cooperativas no segundo semestre de 2024 segundo anúncio do Governo Federal.

Cooperativa de reciclagem brasileira com catadores organizando resíduos em ambiente limpo e cooperativo

Análise: por que plataformas fazem toda a diferença?

Não posso deixar de mencionar como plataformas especializadas contribuem para o sucesso do mecanismo. Durante minhas pesquisas, ficou evidente que além da curadoria e tecnologia, existe acompanhamento jurídico, recomendação via inteligência artificial e transparência total de resultados. Na Conecta LIR, qualquer empresa encontra o projeto mais alinhado sem barreira de acesso ou risco documental.

Facilidade e segurança para transformar imposto em impacto.

Considerei fundamental como esse tipo de solução agrega valor e confiança ao investidor, garantindo facilidade, compliance e engajamento.

Caso queira aprofundar aspectos práticos ou detalhes sobre os tipos de projetos aptos à captação, indico a leitura de conteúdo que desenvolvi sobre o conceito da lei e sobre exemplos reais de projetos de sucesso. Para quem pensa em submeter seu projeto, recomendo um passo a passo de como estruturar incentivos fiscais eficientes.

Conclusão

Como profissional e cidadão, entendi que a conexão entre incentivo fiscal, responsabilidade social e resultados ambientais nunca foi tão concreta. O futuro da reciclagem passa por soluções que unem tecnologia, estratégia tributária e compromisso com o planeta. A Lei de Incentivo à Reciclagem mostra que é possível transformar obrigação fiscal em oportunidade de impacto. Deixo o convite: conheça mais sobre a Conecta LIR e faça parte dessa transformação de dentro para fora, seja fortalecendo sua empresa ou impulsionando seu projeto a um novo patamar de impacto.

Perguntas frequentes sobre a LIR

O que é a LIR na reciclagem?

A LIR é a Lei de Incentivo à Reciclagem, legislação que permite destinar parte do imposto de renda devido por empresas para financiar projetos de reciclagem e economia circular aprovados pelo governo.

Como funciona o incentivo da LIR?

Empresas tributadas pelo Lucro Real podem destinar até 1% do IRPJ para projetos ambientais aprovados, sem custo extra, através de processo fiscal e digital supervisionado pelo governo.

Quem pode participar do programa LIR?

Empresas tributadas pelo Lucro Real e projetos que se enquadram nos critérios da lei (como reciclagem, compostagem, apoio a cooperativas). Pessoas físicas podem apoiar iniciativas de conscientização, mas o incentivo fiscal direto é para empresas.

Quais materiais são aceitos pela LIR?

A lei contempla projetos de reciclagem de papel, plástico, vidro, metais, eletrônicos, além de compostagem, tecnologia, circularidade e apoio a grupos de catadores e cooperativas.

Vale a pena aderir à LIR?

Sim! A LIR otimiza o uso do imposto já devido, fortalece marcas, gera impacto positivo e ainda conecta empresas a projetos sérios, com controle e transparência.

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Alexandre Furlan Braz

Sobre o Autor

Alexandre Furlan Braz

Alexandre Furlan Braz é apaixonado pelo desenvolvimento sustentável e pelo potencial das leis de incentivo para transformar a sociedade. Atua como redator e web designer, mantendo-se atualizado com as tendências de reciclagem, economia circular e responsabilidade social corporativa. Seu interesse está em conectar empresas a projetos de impacto, promovendo soluções inovadoras alinhadas a metas ambientais, sociais e de governança.

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