Quando comecei a estudar a Lei de Incentivo à Reciclagem (LIR) e a criar conteúdos sobre o tema, percebi rapidamente que poucas leis recentes tiveram impacto tão direto e mensurável na rotina fiscal e estratégica de empresas tributadas pelo Lucro Real. O mecanismo é simples, mas provoca novas reflexões e ajustes que vão muito além do mero cálculo de impostos. A seguir, vou compartilhar com você minha visão de como o cenário empresarial brasileiro se transforma com a LIR, trazendo exemplos práticos, detalhes operacionais e dicas de compliance que só alguém realmente envolvido no dia a dia corporativo percebe.
Entendendo o mecanismo: O tributo a favor da reciclagem
Antes, pagar o IRPJ era visto pelas companhias como uma obrigação inevitável, muitas vezes desconectada de metas sociais ou ambientais. Com a LIR, porém, tudo muda: até 1% do IRPJ devido pode ser direcionado a projetos de reciclagem devidamente aprovados pelo Ministério do Meio Ambiente. Para quem trabalha com planejamento tributário, isso representa uma verdadeira quebra de paradigma.
Ao permitir esse direcionamento, a lei garante que as empresas não terão custo extra, porque o valor destinado é integralmente dedutível. Ou seja, trata-se de um redirecionamento e não de um novo gasto. Esse entendimento é fundamental para quem pensa no caixa da empresa: o dinheiro que tradicionalmente iria direto para o governo, agora, pode ser utilizado de maneira estratégica para fortalecer a reputação e criar valor.

O contexto não poderia ser mais relevante: segundo notícia recente do Ministério do Meio Ambiente, só no primeiro ciclo da LIR foram submetidas 952 propostas de projetos, totalizando R$ 2,2 bilhões em investimentos solicitados. Esse interesse demonstra como a economia circular e a reciclagem ganharam força no Brasil, impactando diretamente como penso o planejamento tributário de grandes empresas.
Os novos processos fiscais e contábeis: O que muda na rotina diária?
Na prática, a adesão à LIR exige atenção a uma nova sequência de etapas, mas não torna o processo mais complicado, desde que haja organização. Hoje, ao decidir pelo uso da lei, a empresa deve:
- Selecionar um projeto de reciclagem aprovado pelo Ministério do Meio Ambiente;
- Calcular o IRPJ devido e separar até 1% para a destinação;
- Registrar contabilmente essa operação, garantindo a documentação adequada para futura comprovação;
- Gerar relatórios de impacto e manter todos os registros exigidos para efeito de compliance e prestação de contas.
No dia a dia, noto que muitas empresas ainda sentem insegurança, principalmente nas primeiras etapas. Por isso, soluções como a Conecta LIR ganham destaque: elas auxiliam desde a escolha dos projetos até as etapas de curadoria, compliance e reporte, tudo com apoio jurídico e tecnologia de ponta.
Diferença entre o modelo tradicional e a dedução estratégica
Para facilitar, gosto de comparar dois cenários:
- Modelo tradicional: O IRPJ é pago integralmente, sem interlocução direta com projetos sociais ou ambientais.
- Com a LIR: Parte do IRPJ vira investimento comprovado em projetos de reciclagem, com efeito positivo na imagem e valor percebido pelo mercado.
Essa diferença altera o perfil do tributo: deixa de ser mero fluxo financeiro ao Estado e passa a ser instrumento de impacto social, ambiental e reputacional. Empresas podem, inclusive, mensurar os benefícios fiscais e reputacionais junto aos seus stakeholders.

Quais as exigências legais e as garantias de transparência?
A decisão de participar do programa não pode ser tomada sem alinhamento à legislação. A lei impõe:
- Participação exclusiva de empresas tributadas pelo Lucro Real;
- Destinação máxima de 1% do IRPJ, não cumulativa com outros incentivos em geral;
- Adoção de projetos previamente aprovados e publicados em sistemas oficiais como SINIR;
- Processos operacionais documentados e auditáveis, garantindo rastreabilidade fiscal e jurídica.
Transparência não é diferencial, é obrigação
Além disso, desde 2024, a operação foi digitalizada via Transferegov, agilizando procedimentos e aumentando o controle contra riscos jurídicos e desvios de finalidade.
Impactos práticos e benefícios para empresas e sociedade
O volume de projetos aprovados e o montante movimentado já deixam claro: o benefício vai além do ganho fiscal. Empresas fortalecem estratégias de ESG, obtêm relatórios detalhados de impacto e, de quebra, podem comunicar com propriedade sua responsabilidade socioambiental. Alinho esses pontos sempre que converso com gestores:
- Campanhas de marketing com retorno positivo sem custo extra, graças ao aproveitamento do imposto já devido;
- Projetos de sustentabilidade financiados e alinhados à identidade institucional;
- Relatórios e métricas de impacto para investidores e stakeholders externos.
Para a sociedade, os ganhos aparecem em números. Segundo o Ministério do Meio Ambiente, a LIR fortalece cooperativas, fomenta empregos e acelera o desenvolvimento de novas tecnologias na gestão de resíduos. Eu vejo, com admiração, como pequenas iniciativas ganham porte e estrutura ao serem beneficiadas por essas verbas, algo que dificilmente ocorreria fora do incentivo.
Pontos de atenção: Compliance, ESG e ajustes operacionais
Ao adotar a LIR, as empresas precisam reforçar o controle e o compliance. É necessário um acompanhamento próximo das atualizações legais, pois as regras são específicas e podem variar conforme o perfil dos projetos.
Em minha vivência, destaco três pontos essenciais para não errar:
- Documentação precisa e atualizada de todo o fluxo financeiro, fiscal e de impacto social;
- Relatórios ESG claros, que possam ser auditados e compartilhados com parceiros, clientes e o público;
- Investimento em treinamento da equipe contábil e jurídica, para compreender as obrigações e aproveitar oportunidades futuras criadas pela lei.

Quer um levantamento ainda mais prático? O passo-a-passo recomendado inclui cadastro digital, escolha do projeto, trâmites fiscais, acompanhamento e integração dos resultados ao orçamento e aos relatórios internos. Tudo pode ser conferido com detalhes no guia prático para empresas.
Responsabilidade social corporativa e integração à economia circular
Para mim, uma das grandes virtudes da LIR é permitir que a responsabilidade social saia do discurso e ganhe estrutura jurídica, contábil e operacional. A empresa realmente conecta seu imposto devido a um resultado tangível, e melhora sua reputação ao longo do processo.
Ao se posicionarem dentro da economia circular, as empresas intensificam seu protagonismo social, aproximando-se de valores compartilhados com clientes, investidores e a sociedade. Veja mais exemplos sobre como essa integração ocorre em artigos e estudos voltados à lei.
Conclusão: O futuro é do impacto transparente
Eu realmente acredito: as mudanças trazidas pela LIR no cotidiano das empresas vão muito além da obrigação fiscal. Mudam o planejamento estratégico, abrem portas para novas parcerias e fortalecem o compromisso ESG legítimo, tudo isso sem custo adicional, e sim com transparência, responsabilidade e inovação social. Não perca a oportunidade de transformar o seu tributo em resultado. Se quiser entender melhor como fazer parte dessa transformação, conheça o trabalho realizado pela Conecta LIR ou aprofunde seu conhecimento consultando nossos guias detalhados.
Perguntas frequentes
O que muda para empresas com a lei?
A LIR altera rotinas fiscais permitindo que até 1% do IRPJ devido seja direcionado a projetos de reciclagem. Assim, as empresas deixam de apenas pagar imposto e passam a investir em impacto social e ambiental auditado, fortalecendo sua reputação sem aumentar gastos.
Como funciona a Lei de Incentivo à Reciclagem?
A empresa optante pelo Lucro Real calcula o IRPJ devido e pode destinar até 1% desse valor a projetos de reciclagem aprovados pelo Ministério do Meio Ambiente. O recurso é dedutível e todo o processo é acompanhado por sistemas digitais oficiais como o Transferegov, garantindo transparência.
Quais benefícios práticos a lei traz?
Entre os ganhos práticos estão: fortalecimento de políticas ESG, relatórios de impacto para comunicação com stakeholders, melhoria de reputação, contribuição direta à economia circular e zero custo adicional ao direcionar parte do IRPJ.
O que minha empresa precisa adaptar?
Seu negócio precisa adaptar controles contábeis, registrar corretamente as operações, manter a documentação de compliance, gerar relatórios ESG detalhados e treinar as equipes para operar dentro das exigências legais e fiscais específicas da LIR.
Vale a pena aderir à nova lei?
Sim. Pela minha experiência, a adesão à LIR une planejamento tributário estratégico, reputação ESG positiva e impacto verdadeiro. Assim, empresas ganham em todos os sentidos, sem custo extra, e ainda ajudam a construir um futuro mais sustentável.
