Teléfono mostrando declaração de imposto de renda ladeado por recibo digital e símbolos de reciclagem

Quando o assunto é a declaração anual do imposto de renda, percebo que cada nova edição do IRPF traz um universo de detalhes, novidades e oportunidades de impacto social. Em 2026, esse universo ficou ainda mais interessante. Fiquei atento à palestra do SESCON-SP, realizada em 13 de abril, que contou com especialistas da Receita Federal e da área tributária detalhando novas oportunidades para pessoas físicas e jurídicas destinarem parte do valor devido a causas transformadoras. Quero te contar em primeira pessoa o que mudou esse ano e mostrar como ferramentas como a Conecta Lir tornam todo esse processo mais simples, rápido e transparente.

Novas regras para destinação do IRPF: a reciclagem em destaque

Durante a palestra, um slide oficial da Receita Federal deixou claro o que antes causava dúvida: agora, o apoio direto a projetos de reciclagem faz parte das categorias de doações dedutíveis do imposto de renda, assim como os tradicionais Fundos da Criança, do Idoso, Lei Rouanet, Esporte, Pronon e outros. Essa inclusão coloca a Lei de Incentivo à Reciclagem (Lei 14.260/2021) no mesmo patamar das demais leis de incentivo conhecidas, e vi que isso mexeu com o público de contadores e contribuintes presentes naquele auditório.

A Receita explicou, durante a apresentação, todos os procedimentos para doação: só pode doar parte do IR quem declara pelo modelo completo (deduções legais). Os limites seguem o padrão: até 3% para cada fundo de direito, com um limite global normalmente de 6% (ou até 7% combinando mecanismos autorizados). O mais importante é saber que o pagamento para as doações deve ser feito até o dia 29 de maio de 2026, à vista. Parcelou? Glosa. Pagou depois? Declaração precisa ser retificada, evitando punições.

Entendendo as diferenças entre Fundos e reciclagem no IRPF

Sei que, muitas vezes, tudo parece a mesma coisa quando o assunto é incentivo fiscal, mas aprendi que o caminho para doar ao fundo da criança, idoso ou semelhantes é diferente da doação à reciclagem. No caso dos Fundos, faço tudo pelo próprio sistema da Receita, gero um DARF na hora, praticamente sem erro.

Já para a Lei de Incentivo à Reciclagem, a transferência ocorre durante o ano, direto para uma conta do projeto aprovada no sistema TransfereGov. Não há geração de DARF na plataforma da Receita. O contribuinte precisa guardar o comprovante e lançar a informação manualmente na sua declaração. Foi destacado na palestra o cuidado necessário nessa etapa, já que um simples erro pode invalidar o benefício.

Automatizando o fluxo com Conecta Lir

Eu achei fascinante como a Conecta Lir propôs uma solução para simplificar cada etapa desse trâmite. O CEO da plataforma, Alexandre Furlan Braz, fez uma demonstração ao vivo na palestra: o contador cadastra o cliente, escolhe um projeto de reciclagem, envia a instrução ao cliente, esse faz a transferência e anexa o comprovante no próprio sistema. Tudo digital, fácil de rastrear e sem custo extra para o contribuinte.

Esse modelo reduz riscos, organiza documentos, automatiza notificações e permite aos contadores cuidar de vários clientes sem se perder em papelada. Detalhe: é possível destinar até 6% do valor do imposto devido para projetos aprovados pelo Ministério do Meio Ambiente, algo que tem sido muito procurado por quem já está com a restituição garantida.

Como funciona a Lei de Incentivo à Reciclagem?

Pode parecer novidade, mas essa legislação já foi regulamentada em 2024 e permite que empresas optantes pelo Lucro Real destinem até 1% do IRPJ devido, ao mesmo tempo que pessoas físicas no modelo completo destinam até 6% do imposto para projetos de reciclagem, compostagem e circularidade aprovados pelo governo federal. Os projetos que buscam recursos estão detalhados no sistema SINIR e, atualmente, 292 projetos desse tipo contam com R$ 622,8 milhões disponíveis para captação em todo o Brasil (informações do MMA).

Vi, também, que para quem deseja participar como doador, tudo deve ser feito com transparência. Os critérios técnicos precisam ser respeitados e cada etapa é monitorada pelo governo federal, trazendo mais segurança tanto para empresas quanto para pessoas físicas (a legislação está nesse link).

Destaques e participantes da palestra sobre IRPF 2026

Eu valorizo as experiências compartilhadas por especialistas. Estiveram presentes na mesa nomes de peso, como Ricardo Ribeiro Junior (Supervisor IR em SP), Antonio José Furlan (Delegado da Receita Federal em Piracicaba), Marcos Gregório Borges (Cidadania Fiscal), Cláudio Affonso de Andrade (Delegado PF da Receita) e Gildo Freire de Araújo (SESCON-SP), além do próprio Alexandre Furlan Braz, representando a Conecta Lir. Eles abordaram não só as regras, mas compartilharam dicas práticas, mostrando como a tecnologia pode ser aliada para facilitar o uso da Lei 14.260/2021.

Foram apresentados dados atualizados: O ciclo de projetos do MMA para o próximo ano já recebeu 952 propostas de reciclagem, totalizando R$ 2,2 bilhões em investimentos solicitados (fonte MMA). Isso mostra o interesse crescente na economia circular e no estímulo a um país mais sustentável.

O que muda na declaração do IRPF 2026

Nessa edição do IR, várias funções foram destacadas pela Receita Federal:

  • Mais de 60% dos contribuintes já usam a declaração pré-preenchida;
  • Pagamentos de restituições via Pix (por CPF) liberam recursos mais rápido, mas é essencial sempre revisar as informações antes de enviar;
  • A “Receita Saúde” já digitalizou 30 milhões de recibos e reduziu em 25% os casos de malha fina referentes a gastos médicos;
  • Surgiu um novo campo para declarar ganhos de apostas (“bets”) acima de R$ 28.467,20;
  • Agora a restituição ocorre em 4 lotes (29/05, 30/06, 31/07, 31/08);
  • Até 4 milhões de brasileiros que tiveram IR retido e não precisam declarar receberão a restituição automaticamente (até R$ 1.000) via Pix.

A entrega do IR deve obrigatoriamente ser feita até 29 de maio. Ficar atento a esse prazo é fundamental para quem quiser destinar valores e ainda garantir o recebimento da restituição no primeiro lote.

Como agir para transformar imposto em impacto social

Se você é contador, meu conselho é que conheça o portal de parceiros da Conecta Lir para cadastrar seus clientes, tanto empresas quanto pessoas físicas. Com isso, além de garantir transparência, você simplifica o acompanhamento e impulsiona seu papel como agente de sustentabilidade econômica. Para quem é contribuinte, procure seu contador, converse sobre a Lei de Incentivo à Reciclagem e visite conectalir.com para se informar. A gravação completa da palestra do SESCON-SP está disponível no YouTube para quem deseja detalhar cada ponto apresentado.

A Conecta Lir é, hoje, a primeira plataforma nacional preparada para conectar empresas do Lucro Real e pessoas físicas a projetos aprovados pelo MMA, com apoio e parceria oficial FENACON-SESCON. São 292 projetos disponíveis e R$ 622,8 milhões prontos para transformar imposto em impacto social real.

Se você se preocupa com o futuro da reciclagem e busca formas inovadoras de garantir deduções legais no IRPF, aproxime-se do Conecta Lir, conheça nossos serviços e venha transformar obrigações fiscais em benefícios sociais e ambientais. Aproveite para acessar conteúdos relevantes e tirar mais dúvidas no nosso portal sobre tributação e incentivos, reforma tributária relativa ao imposto para reciclagem, e também sobre como funciona a destinação pelo valor devido do IRPJ.

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Perguntas frequentes sobre o Imposto de Renda e a Lei de Incentivo à Reciclagem

O que é o Imposto de Renda?

O Imposto de Renda é um tributo federal cobrado anualmente sobre a renda, lucros e ganhos de cidadãos e empresas brasileiros. Ele incide sobre o que cada pessoa ou empresa efetivamente ganhou em um ano, considerando salários, aluguéis, investimentos e outras fontes. O IRPF refere-se à declaração feita por pessoas físicas, e parte desse valor pode ser destinado a projetos de impacto social como os aprovados pela Lei de Incentivo à Reciclagem.

Quem é obrigado a declarar IRPF?

Pelas regras atuais, deve declarar quem recebeu rendimentos tributáveis acima do teto fixado para o ano-base (normalmente ajustado a cada ciclo), quem teve ganhos de capital sobre bens ou direitos, ou realizou operações em bolsa, além de proprietários de bens ou direitos superiores a determinado valor. É fundamental consultar ano a ano as regras detalhadas no site da Receita Federal.

Como fazer a declaração do IRPF 2026?

A declaração é entregue digitalmente: você pode optar pelo programa da Receita Federal, pelo aplicativo “Meu Imposto de Renda” ou pelo sistema on-line, usando as informações pré-preenchidas (quando disponíveis). Reúna documentos, receitas, despesas dedutíveis e, ao final, confira se sua doação para reciclagem, por exemplo, foi feita corretamente, anexando o comprovante. O sistema guia o processo para doações a fundos, mas para reciclagem é preciso inserir os dados manualmente.

Quais documentos preciso para o imposto de renda?

Os documentos principais são informes de rendimento (bancos, empregadores, aplicações), comprovantes de despesas dedutíveis (saúde, educação, previdência), documentos de bens e direitos, contrato de compra e venda, recibos de aluguéis, e comprovantes de doações, inclusive o de apoio a projetos de reciclagem, emitido pelo TransfereGov e anexado à declaração.

Quando começa o prazo para declarar IRPF?

Em geral, o prazo de entrega inicia-se no começo de março e vai até o final de maio, sendo o próximo dia 29 de maio a data-limite para o IRPF 2026. Recomendo antecipar-se, especialmente quem pretende destinar parte do imposto a projetos de reciclagem, para garantir regularidade na operação e prioridade na restituição via Pix.

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Alexandre Furlan Braz

Sobre o Autor

Alexandre Furlan Braz

Alexandre Furlan Braz é apaixonado pelo desenvolvimento sustentável e pelo potencial das leis de incentivo para transformar a sociedade. Atua como redator e web designer, mantendo-se atualizado com as tendências de reciclagem, economia circular e responsabilidade social corporativa. Seu interesse está em conectar empresas a projetos de impacto, promovendo soluções inovadoras alinhadas a metas ambientais, sociais e de governança.

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