Quando olho para as recentes mudanças propostas pela reforma tributária, minha primeira preocupação recai sobre o impacto real para o setor de reciclagem. Sempre ouvi a discussão de que, com a implantação do IVA Dual, CBS e IBS, as regras tributárias podem afastar especialmente os pequenos operadores e catadores do ciclo produtivo. E acredito que quem atua ou investe no setor já percebeu a ansiedade crescendo na ponta. Afinal, a pergunta martela: será que a carga maior de impostos pode frear a reciclagem no Brasil? Em meio a essas dúvidas, vejo a Lei de Incentivo à Reciclagem (LIR) como alternativa segura para evitar esse cenário, fortalecendo o elo entre tributos, ESG e sustentabilidade empresarial.
Impactos da reforma tributária na reciclagem
Ao analisar a legislação, percebo que o sistema tributário proposto tenta simplificar, substituindo tributos federais (como PIS/COFINS/ICMS/ISS) pelo novo IVA Dual, com CBS para esfera federal e IBS para estadual e municipal. A princípio, o Ministério da Fazenda garante que a reforma não aumentará impostos para o setor de reciclagem e que as operações feitas por catadores seguirão isentas, mantendo a neutralidade entre produtos reciclados e matérias-primas de origem virgem (Nota do Ministério da Fazenda).
No entanto, no dia a dia, vejo desafios importantes para pequenos operadores e catadores:
- Adaptação de sistemas fiscais
- Custos de compliance e burocracia
- Risco de informalidade aumentar
- Necessidade de profissionalização e transparência
Vários desses pontos têm forte influência sobre a inclusão social e a sustentabilidade da cadeia, já que pequenos agentes têm pouca margem para absorver mudanças rápidas ou onerosas.
O papel estratégico da LIR diante das mudanças
A LIR (Lei 14.260/21), regulamentada em 2024, permite que empresas tributadas pelo Lucro Real destinem até 1% do IRPJ devido para financiar projetos de reciclagem, economia circular e gestão de resíduos, sem custo extra. No meu dia a dia de consultoria, vejo empresas usando a LIR como ponte entre obrigação tributária e impacto socioambiental real. Ao conectar empresas e projetos por meio de plataformas como a Conecta LIR, o investimento se torna seguro, transparente e acompanhado por especialistas, eliminando incertezas jurídicas e operacionais.

Os benefícios fiscais e a possibilidade de gerar valor para a imagem institucional são um atrativo forte: campanhas de ESG, relatórios de sustentabilidade e projetos certificados têm custo equivalente zerado para empresas por conta do benefício tributário. E ainda, há o acompanhamento digital (via Transferegov.br), garantindo segurança e redução do risco burocrático e jurídico no processooperacionalização pela Transferegov.br.
LIR, inclusão social e inovação no setor
Na minha experiência, a LIR abre espaço para inovação tecnológica e profissionalização. Ao apoiar projetos de formalização de cooperativas, integração de catadores e desenvolvimento de novas tecnologias, facilita o acesso a recursos e amplia a rede de comercialização, tornando o setor mais flexível e inclusivo.
Um exemplo recente foi a captação de R$ 140 milhões entre 165 projetos aprovados, com expectativa de R$ 2,2 bilhões em investimentos para 2026. Esses números mostram que o setor responde rápido quando há oportunidade de conexão direta entre recursos fiscais e projetos de impacto social, como reportado pelo Ministério do Meio Ambiente (R$2,2 bilhões em propostas).
O fortalecimento do setor reciclador depende da união de incentivos, inovação e responsabilidade social.
Como empresas podem agir hoje
Alinhar sua estratégia tributária à agenda da economia circular virou diferencial de competitividade. Vejo na Conecta LIR um caminho onde empresas encontram projetos adequados ao seu perfil, podendo garantir compliance, relatórios ESG e impacto positivo mensurável, tudo integrado e sem dor de cabeça.
- Identifique projetos via plataformas seguras
- Utilize o benefício fiscal integralmente
- Comunique seu impacto na agenda ESG
- Amplie seu protagonismo em responsabilidade social
Caso queira a orientação completa sobre a adaptação tributária e os próximos passos de sustentabilidade, recomendo buscar mais informações tanto sobre tributação da reciclagem quanto dicas práticas para participar da LIR em tributação e Lei de Incentivo à Reciclagem.
No horizonte: riscos, tendências e ação
Se por um lado, observamos garantias de que não haverá aumento de tributos no setor, por outro, a adaptação demanda atenção e preparo. A profissionalização, a digitalização e o uso de incentivos como a LIR são, na prática, a melhor resposta à pergunta: a reforma tributária vai sufocar a reciclagem no Brasil – e a Lei de Incentivo pode ser a tábua de salvação? O futuro da reciclagem depende da nossa capacidade de responder agora, garantindo redes sólidas de inclusão e aproveitando todos os mecanismos legais de apoio. Para empresas, isso significa ação estratégica, e para os demais, um chamado ao compromisso social.Já anote na agenda: no dia 11/03, das 17:00 às 18:00, via YouTube, participo de uma LIVE em parceria com a Fenacon para debater todos esses pontos e tirar dúvidas ao vivo. Não perca!
Se você quer alinhar seu negócio à nova sustentabilidade tributária e transformar impostos em impacto real, aproxime-se da Conecta LIR e veja como podemos caminhar juntos para um Brasil mais circular e responsável.
Perguntas frequentes
O que é a Lei de Incentivo à Reciclagem?
A Lei de Incentivo à Reciclagem (LIR) permite que empresas tributadas pelo Lucro Real destinem até 1% do IRPJ para projetos de reciclagem e economia circular aprovados, sem custo extra para a empresa. Ela fomenta inclusão social, inovação e responsabilidade ambiental.
Como a reforma tributária afeta a reciclagem?
A reforma propõe novo sistema tributário (IVA Dual, CBS e IBS). Segundo o governo, operações de catadores manterão isenção e o setor não terá aumento de impostos. No entanto, a adaptação exige que pequenos operadores busquem formalização e aprimorem transparência.
Vale a pena investir em reciclagem no Brasil?
Sim. Além do benefício fiscal via LIR, projetos aprovados geram impacto social e ambiental, ampliam redes de comercialização e ainda oferecem imagem positiva em ESG. O volume de recursos captados cresce a cada ciclo, como os R$ 2,2 bilhões em propostas recentes do setor voluntário (Ministério do Meio Ambiente).
Como a LIR pode ajudar o setor reciclador?
A LIR permite acesso a recursos, incentiva formalização, inovação tecnológica e integração dos catadores, reduz risco burocrático e amplia transparência. Empresas podem financiar projetos e, assim, fortalecer sua responsabilidade social.
Quais os principais desafios da reciclagem atualmente?
Os grandes desafios são a adaptação regulatória, inclusão de pequenos operadores, combate à informalidade, acesso a investimentos e necessidade de atualização tecnológica e de rede de comercialização. Mecanismos como a LIR ajudam a transformar esses obstáculos em oportunidades sustentáveis.
