Ilustração conceitual de ponto inteligente de coleta seletiva em espaço público, com recipientes para recicláveis e pessoas ao fundo

O projeto da LSI-TEC reúne coleta seletiva inteligente, rastreabilidade digital e integração com cooperativas de catadores em uma proposta aprovada pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA). Para empresas tributadas pelo Lucro Real, a iniciativa pode ser avaliada como uma opção de destinação do imposto devido pela Lei de Incentivo à Reciclagem, conforme o limite aplicável ao IRPJ.

Os principais dados do projeto da LSI-TEC

  • Status informado: Em captação, após aprovação pelo MMA.

  • Código: 2026-00002377, no programa Lei de Incentivo à Reciclagem 2026.

  • Proponente: Associação do Laboratório de Sistemas Integráveis Tecnológico LSI-TEC, associação privada com sede em São Paulo (SP).

  • Objeto: implantação e ampliação de um sistema inteligente de coleta seletiva em locais públicos e privados de alta circulação.

  • Valor total informado: R$ 7.999.900,00, integralmente destinado a custeio.

  • Captação mínima informada: R$ 1.599.980,00.

  • Prazo de execução previsto: 12 meses.

Os valores acima descrevem a proposta. Eles não indicam que os recursos já foram captados nem representam garantia de captação.

Quem é a LSI-TEC e qual é a situação da proposta?

A LSI-TEC é a associação privada responsável pela proposta de coleta seletiva inteligente cadastrada na Lei de Incentivo à Reciclagem. O cadastro informa São Paulo (SP) como cidade do proponente e 6 de abril de 2026 como data da proposta.

O código 2026-00002377 permite identificar a iniciativa ao conversar sobre sua captação. O status informado é Em captação, depois da aprovação pelo MMA. Essa distinção é importante: aprovação e captação são etapas diferentes. A aprovação permite que o projeto busque recursos dentro do mecanismo, enquanto a captação depende de empresas que optem por destinar parte do IRPJ devido.

Informação

Dados informados

Razão social

ASSOCIACAO DO LABORATORIO DE SISTEMAS INTEGRAVEIS TECNOLOGICO LSI-TEC

CNPJ

03.018.444/0001-42

Natureza jurídica

Associação Privada

Cidade

São Paulo (SP)

Proposta

2026-00002377, de 6 de abril de 2026

Status

Em captação

Qual problema de resíduos a proposta pretende enfrentar?

A proposta identifica gargalos na recuperação de materiais recicláveis em São Paulo, com atenção específica à Zona Oeste. A descrição do problema aponta dificuldades de coleta e processamento que reduzem o reaproveitamento e levam materiais com potencial de reciclagem a aterros.

Segundo os números apresentados na própria proposta, com referência ao SINIR+, cerca de 30% dos resíduos urbanos gerados na região seriam adequadamente coletados e processados, enquanto os outros 70% seriam destinados a aterros sanitários. O texto também estima uma geração diária de aproximadamente 3.500 toneladas de resíduos pela população local.

Esses números fazem parte da justificativa do proponente para a iniciativa. A proposta relaciona o desafio à necessidade de aproximar os pontos de coleta dos locais de circulação, organizar a operação logística e encaminhar os materiais às cooperativas participantes. Assim, o foco está tanto na estrutura de coleta quanto no percurso posterior dos recicláveis.

Como deve funcionar o sistema inteligente de coleta?

A proposta prevê combinar equipamentos de coleta com identificação de materiais, processamento na origem e rastreabilidade digital. O sistema seria instalado em locais públicos e privados de grande circulação, facilitando o descarte seletivo onde há fluxo intenso de pessoas.

O objeto cadastrado descreve equipamentos com capacidade de identificar automaticamente materiais recicláveis, compactar e fragmentar resíduos na própria fonte. Também prevê uma plataforma digital de rastreabilidade conectada ao Sistema Nacional de Informações sobre a Gestão dos Resíduos Sólidos, o SINIR+.

A iniciativa inclui infraestrutura tecnológica e operação logística. Essa combinação importa porque uma estação de coleta é apenas uma etapa: para apoiar a recuperação dos materiais, também é preciso organizar sua retirada e destinação conforme o modelo previsto no projeto. A proposta apresenta esses componentes de forma integrada, mas não informa metas quantitativas de instalação ou volume de coleta.

Ilustração conceitual de uma estação genérica de coleta seletiva em espaço público movimentado

Por que a integração com cooperativas é central?

O encaminhamento dos materiais às cooperativas de catadores está entre os elementos centrais descritos pela LSI-TEC. A proposta associa essa integração ao fortalecimento da atuação das cooperativas, à inclusão produtiva e à geração de renda digna.

Esse desenho conecta a etapa de descarte à cadeia de recuperação dos materiais. Para uma empresa que avalia apoiar o projeto, vale compreender como a logística prevista deve articular os pontos de coleta e as cooperativas, além de quais informações serão disponibilizadas sobre os materiais encaminhados. A proposta informa a integração, mas não especifica nomes de cooperativas ou indicadores de resultado.

O projeto também prevê um programa contínuo de educação sobre reciclagem e engajamento comunitário. A atividade complementa a infraestrutura, pois a separação correta depende da participação de quem utiliza os pontos de coleta. A proposta associa essa frente à economia circular e à valorização dos resíduos, sem apresentar metas numéricas de participação.

Ilustração conceitual de trabalhadores em uma central de triagem, com materiais recicláveis separados e tablet sem tela legível

O que significa a rastreabilidade conectada ao SINIR+?

Na proposta, a rastreabilidade digital é o recurso previsto para acompanhar informações relacionadas ao sistema de coleta e aos materiais. O objeto declara conexão com o SINIR+, o Sistema Nacional de Informações sobre a Gestão dos Resíduos Sólidos.

Essa descrição permite entender a direção tecnológica pretendida, mas não detalha quais dados serão registrados, com que frequência serão atualizados ou como serão apresentados às empresas apoiadoras. Por isso, ao avaliar a iniciativa, é útil solicitar informações sobre os registros planejados, a forma de acompanhamento e os relatórios previstos para a execução.

Essas perguntas ajudam a relacionar o componente digital ao objetivo do projeto sem presumir funcionalidades que não foram informadas. A proposta menciona identificação automática de materiais, compactação e fragmentação na origem, além da plataforma de rastreabilidade. Detalhes técnicos adicionais devem ser confirmados diretamente com o proponente ou no canal de captação.

Qual é o orçamento e o que significa a captação mínima?

O valor total informado para o projeto é R$ 7.999.900,00, integralmente classificado como custeio. A proposta indica prazo de execução de 12 meses e valor mínimo de captação de R$ 1.599.980,00.

O total informa a dimensão orçamentária da iniciativa; o mínimo indica o montante de captação apresentado como necessário para viabilizar o projeto. Nenhum desses valores deve ser interpretado como recurso já recebido. O status cadastrado continua sendo Em captação, e não há garantia de que a meta será alcançada.

Antes de decidir, a empresa pode solicitar a apresentação do orçamento e entender como a captação mínima se relaciona com as etapas previstas. Também pode confirmar quais informações de execução e prestação de contas estarão disponíveis. Essas verificações ajudam a comparar a proposta com os critérios internos de investimento social e responsabilidade corporativa.

Como a Lei de Incentivo à Reciclagem se aplica às empresas?

A Lei 14.260/2021 permite que empresas tributadas pelo Lucro Real destinem até 1% do IRPJ devido a projetos aprovados na área de reciclagem, economia circular e gestão de resíduos, conforme as regras aplicáveis. O mecanismo direciona parte do imposto devido a uma iniciativa habilitada, sem tratar essa operação como desconto ou doação.

O processo começa pelo cálculo do IRPJ devido e pela avaliação do limite disponível para destinação. A empresa pode então analisar projetos aprovados, como o da LSI-TEC, e confirmar os procedimentos necessários para realizar a destinação. Como o cálculo depende da situação tributária da organização, a validação com a equipe contábil é uma etapa prudente.

A lei é federal e permanente. Para a destinação do IRPJ de cada ano, a janela anual indicada é 31 de dezembro. Em 2026, essa referência corresponde a 31 de dezembro de 2026; a data não significa que a lei ou o projeto se encerrem nesse dia.

O que uma empresa deve verificar antes de destinar o IRPJ?

Uma avaliação estruturada ajuda a empresa a confirmar o enquadramento tributário, entender o escopo do projeto e organizar a decisão dentro do calendário anual. Os dados da proposta permitem iniciar essa análise, mas não substituem a conferência dos procedimentos aplicáveis.

  1. Confirmar o regime tributário: verificar com a área contábil se a empresa é tributada pelo Lucro Real e calcular o limite aplicável ao IRPJ devido.

  2. Identificar a proposta: utilizar o código 2026-00002377 e confirmar o status informado, Em captação.

  3. Entender orçamento e escopo: comparar o valor total, a captação mínima, o prazo de 12 meses e as atividades descritas.

  4. Solicitar informações de acompanhamento: perguntar quais registros de execução, rastreabilidade e resultados serão apresentados.

  5. Organizar a decisão anual: considerar a janela de 31 de dezembro para a destinação do IRPJ do ano.

Esses passos ajudam a empresa a fazer perguntas concretas sem presumir metas, parceiros ou resultados que não constam nas informações disponíveis.

Como avaliar os resultados sem presumir metas não informadas?

A proposta apresenta objetivos e componentes de execução, mas não informa metas quantitativas de equipamentos instalados, quantidade de materiais coletados ou número de pessoas alcançadas. Essa distinção evita confundir o orçamento e o escopo planejado com resultados já obtidos.

Na análise do projeto, a empresa pode pedir que o proponente esclareça quais indicadores serão acompanhados ao longo dos 12 meses. Entre os temas coerentes com o objeto estão a instalação e operação dos equipamentos, a movimentação dos materiais, a integração logística com cooperativas e a realização das ações educativas. Esses são pontos para esclarecimento, não metas já confirmadas.

Também é razoável perguntar como a plataforma de rastreabilidade será usada para acompanhar a operação e quais informações estarão disponíveis durante a execução. Com respostas claras, a empresa pode relacionar sua destinação do imposto devido às prioridades de sustentabilidade e responsabilidade corporativa, mantendo a avaliação ligada aos dados efetivamente apresentados.

Como obter informações sobre a captação da LSI-TEC?

A captação do projeto é realizada pela Conecta LIR, plataforma que conecta empresas a projetos aprovados. A empresa interessada pode informar que deseja avaliar a proposta 2026-00002377 e solicitar dados sobre o processo, a documentação e as etapas de destinação.

O proponente também informa os seguintes canais de contato: telefone +55 11 93957-2749 e e-mail ahcalves@gmail.com. Ao iniciar a conversa, ajuda identificar a organização pelo nome completo, Associação do Laboratório de Sistemas Integráveis Tecnológico LSI-TEC, e citar o código da proposta.

Para uma conversa produtiva, a empresa pode reunir previamente dúvidas sobre o objeto, o orçamento, a captação mínima, o prazo de execução e o acompanhamento. A decisão final deve considerar o enquadramento tributário da empresa e as informações formais disponibilizadas para a destinação.

Galeria do projeto

Espaço reservado para inclusão futura de fotografias reais do projeto, dos equipamentos instalados e das atividades realizadas. As imagens conceituais deste artigo servem apenas como elementos ilustrativos e não documentam instalações ou pessoas ligadas à LSI-TEC.

Perguntas frequentes

O projeto da LSI-TEC já foi aprovado pelo MMA?

Sim. A proposta 2026-00002377 foi aprovada pelo Ministério do Meio Ambiente e seu status informado é em captação. Isso significa que o projeto busca recursos para executar o objeto aprovado; a aprovação não representa promessa de captação nem assegura que o valor necessário será alcançado.

Qual é o valor do projeto da LSI-TEC?

O valor total informado é de R$ 7.999.900,00, integralmente previsto para custeio. O valor mínimo de captação indicado é R$ 1.599.980,00. Esses números descrevem o orçamento e a captação mínima planejada, mas não significam que os recursos já foram captados ou que a captação esteja garantida.

Quais empresas podem destinar IRPJ ao projeto?

Podem avaliar a destinação empresas tributadas pelo Lucro Real, respeitando o limite informado de até 1% do IRPJ devido. A empresa deve conferir o cálculo do imposto e os procedimentos aplicáveis com sua equipe contábil antes de decidir. O projeto está aprovado pelo MMA e consta como em captação.

O que o projeto de coleta seletiva inteligente prevê?

A proposta prevê equipamentos inteligentes em locais públicos e privados de alta circulação, identificação de materiais recicláveis, compactação e fragmentação na origem e rastreabilidade digital conectada ao SINIR+. Também inclui operação logística, integração com cooperativas de catadores e um programa contínuo de educação sobre reciclagem e engajamento comunitário.

A Lei de Incentivo à Reciclagem termina em 31 de dezembro?

A janela anual indicada para destinar o IRPJ do ano é 31 de dezembro. Em 2026, essa data corresponde a 31 de dezembro de 2026. Ela se refere à destinação do imposto daquele ano, não ao encerramento da Lei de Incentivo à Reciclagem, que é federal e permanente.

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Alexandre Furlan Braz

Sobre o Autor

Alexandre Furlan Braz

Alexandre Furlan Braz é apaixonado pelo desenvolvimento sustentável e pelo potencial das leis de incentivo para transformar a sociedade. Atua como redator e web designer, mantendo-se atualizado com as tendências de reciclagem, economia circular e responsabilidade social corporativa. Seu interesse está em conectar empresas a projetos de impacto, promovendo soluções inovadoras alinhadas a metas ambientais, sociais e de governança.

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