Tenho acompanhado, cada vez com mais atenção, as transformações na área ambiental e as oportunidades crescentes para empresas comprometidas com a sustentabilidade. Uma dessas iniciativas que me chamou a atenção foi a Lei de Incentivo à Reciclagem (LIR), criada pela Lei 14.260/21. Ela muda a lógica da destinação de impostos e permite que corporações tributadas pelo Lucro Real invistam até 1% do IRPJ em projetos de reciclagem, inovação na gestão de resíduos e economia circular, tudo com dedutibilidade total e segurança jurídica para a empresa sem qualquer custo adicional.
Como a LIR transforma imposto em impacto
Eu vejo a LIR como um caminho simples, mas potente. O processo é assim:
- A empresa faz o cálculo de seu IRPJ devido.
- Pode destinar até 1% desse valor para projetos de reciclagem já aprovados pelo Ministério do Meio Ambiente.
- Todo o recurso é dedutível e a empresa não paga nada a mais por isso.
- Os projetos precisam cumprir requisitos técnicos e legais para garantir o impacto e a transparência que considero fundamentais.
Essa proposta é especialmente interessante porque se aproxima do que já existe em outras áreas, como cultura, mas aqui aplicada à reciclagem. Para quem tem dúvidas sobre o passo a passo, recomendo o guia prático para empresas interessadas na Lei.

Projetos, catadores e tecnologia: um ciclo social e ambiental
No meu olhar diário, percebo que a LIR não fortalece só a sustentabilidade ambiental. Ela incentiva o desenvolvimento social dos catadores de materiais recicláveis, que vêm aumentando sua formalização no Brasil, saindo de 3,2 mil formalizados em 2014 para mais de 16,1 mil segundo levantamento recente do Sebrae comprovando o crescimento da inclusão social no setor. As cooperativas, muitas vezes organizadas com apoio tecnológico, podem acessar fundos e transformar a vida dos envolvidos, como já observei em projetos já aprovados e listados pela Conecta LIR.
Outro ponto que faz diferença, na minha opinião, é o uso de inteligência artificial para recomendação e match entre projetos e empresas, trazendo eficiência na conexão e eliminando barreiras burocráticas. Os relatórios ESG detalhados dão às empresas claras ferramentas para comprovar e comunicar seu impacto, o que vale ouro em estratégias de sustentabilidade.
Como buscar oportunidades e enfrentar desafios?
Empresas de lucros reais podem participar desse mecanismo, e projetos precisam ser submetidos ao Ministério do Meio Ambiente (com publicação no SINIR). É assim que inovação e circularidade entram em pauta, pois só são aceitos projetos que fogem da simples lógica de logística reversa e apostam em modelos sustentáveis, compostagem, tecnologias para reciclagem e fortalecimento de cooperativas conforme dados consolidados do setor (em julho de 2026, eram 2.340 projetos cadastrados, 317 já aprovados).
Para quem deseja saber como elaborar um projeto ou como captar recursos, há roteiros detalhados, inclusive sobre projetos já aprovados em ciclos anteriores. Os caminhos vão desde o cadastro na plataforma, passando pelo match inteligente, até o acompanhamento jurídico e técnico para garantir conformidade plena. Exemplos práticos estão disponíveis para quem deseja ir além da teoria como mostram projetos já aprovados.
A Conecta LIR surge como suporte completo, atuando como parceiro estratégico, facilitando desde a apresentação do projeto e negociação até o acompanhamento em tempo real e curadoria ESG. É uma forma eficiente de transformar um imposto obrigatório em uma ação concreta para o futuro do planeta.
Eu acredito que, somando tecnologia, inclusão e criatividade, a lei cria ambiente fértil para a inovação na gestão de resíduos, fortalecendo tanto empresas quanto a sociedade. Se você quer transformar tributo em legado sustentável, minha sugestão é conhecer a proposta da plataforma Conecta LIR, conversar com especialistas e entrar nesse novo ciclo de impacto positivo. Afinal, cada empresa pode (e deve) ser protagonista na construção de um Brasil melhor.
Perguntas frequentes sobre a Lei de Incentivo à Reciclagem
O que é a Lei de Incentivo à Reciclagem?
A Lei de Incentivo à Reciclagem permite que empresas tributadas pelo Lucro Real direcionem até 1% do IRPJ para financiar projetos aprovados focados em reciclagem, economia circular, compostagem e inovação ambiental. Com isso, além de vantagens tributárias, as empresas investem em causas sociais e ambientais.
Como financiar projetos pela Lei de Reciclagem?
O financiamento se dá pelo redirecionamento de até 1% do IRPJ para projetos selecionados e aprovados pelo Ministério do Meio Ambiente. A destinação é feita após análise técnica, publicação no SINIR e acompanhamento dos recursos para máxima transparência mais detalhes neste guia.
Quem pode participar da Lei de Incentivo?
Empresas do regime de Lucro Real e projetos que se enquadrem nos critérios técnicos, sociais e ambientais exigidos, incluindo cooperativas, ONGs e entidades que atuem com reciclagem e inovação em resíduos sólidos conforme diretrizes da legislação.
Quais projetos são aceitos na Lei de Reciclagem?
São aceitos projetos que promovam reciclagem, compostagem, inclusão social de catadores, inovação em economia circular e soluções tecnológicas para resíduos. Eles devem ser aprovados oficialmente e publicados pelos órgãos reguladores mais informações sobre submissão.
Como solicitar o incentivo para reciclagem?
Basta cadastrar seu projeto para avaliação técnica e jurídica, aguardar aprovação, e posteriormente realizar match com empresas na plataforma Conecta LIR. Empresas interessadas também podem acessar relatórios de projetos aprovados e direcionar parte do imposto devido para iniciativas de impacto socioambiental conheça os benefícios fiscais.
