Ponto de coleta de recicláveis em supermercado com consumidores depositando resíduos separados

Sempre me interessei pelos bastidores de iniciativas ambientais que realmente mudam a realidade das pessoas. Conheci a história da Estação Circular e, desde então, olho a reciclagem de outro jeito. O cenário do Brasil mostra que ainda reciclamos pouco: menos de 8% de todo o lixo gerado. O restante segue sem destino correto, impactando o meio ambiente e desperdiçando valor. Mas há soluções inovadoras, como a que surgiu em Betim, Minas Gerais, que me inspiraram profundamente.

Como nasceu a Estação Circular

Costumo dizer que algumas soluções não nascem de grandes escritórios, mas sim da inquietação de quem vive o problema de perto. Foi isso que aconteceu com Davi Iankous. Criado dentro da indústria de plásticos do pai, ele cresceu cercado pelas questões desse material. Sempre ouvi que “fechar o ciclo” dos plásticos era impossível no Brasil, pois a cadeia tradicional de reciclagem é cheia de nós e gargalos. Davi não sossegou até provar o contrário.

Com essa obsessão em mente, fundou a Plaspop Gestão Ambiental. Seu primeiro projeto, o Destampa, já monetizava tampinhas plásticas recolhidas em escolas, mostrando que até um “resíduo despretensioso” podia ganhar valor e retorno para a sociedade. Assim nasceu também a Estação Circular: um sistema inovador onde consumidores entregam resíduos recicláveis limpos e separados diretamente em supermercados e espaços públicos, sem depender dos modelos tradicionais. E isso muda tudo.

Pessoa depositando resíduos limpos em ponto de coleta de supermercado

Como a Estação Circular funciona na prática

Em minhas pesquisas, percebi que o diferencial desse modelo está na facilidade e no impacto social imediato. Qualquer pessoa pode levar seu material reciclável limpo, latas, tampinhas, PETs e até cadernos e livros —, depositar nos pontos da Estação Circular e acumular pontos. Esses pontos podem ser trocados por:

  • Produtos feitos com os próprios resíduos coletados
  • Créditos via PIX
  • Códigos para usar em transporte por aplicativo
  • Doações para instituições

A premiação incentiva a separação correta e a qualidade do resíduo: latas de alumínio valem 400 pontos/kg, tampinhas separadas 220 e PETs 95. O modelo resolve coleta, educação ambiental e gera renda em cada etapa, tornando o consumidor alguém ativo no processo. Um dado curioso: já houve casos de usuários individuais que entregaram mais de uma tonelada de resíduos.

Inclusão produtiva: catadores como protagonistas

Talvez o ponto que mais me tocou na visita foi ver os catadores como verdadeiros agentes ambientais e gestores. Associações como a Ascamare (Esmeraldas) e a Acamares (Sarzedo e Betim) hoje administram quatro das seis estações já em funcionamento, e novas unidades estão em implantação. A Estação Circular está presente em Belo Horizonte, Betim, Sarzedo, Curvelo, Esmeraldas e Congonhas.

O resultado vai muito além do impacto financeiro. Vi depoimentos de idosos que superaram até quadros de depressão ao envolver familiares e vizinhos na entrega dos recicláveis. Famílias inteiras aprenderam a separar o lixo e a comunidade passou a enxergar a reciclagem como oportunidade de renda, inclusão social e encontro.

Ilustração de estrada verde sinuosa passando por natureza estilizada com plantas e montanhas, com símbolo de reciclagem ao fundo e logotipo conecta lir no canto superior direito

O caminho até a Lei de Incentivo à Reciclagem

O reconhecimento veio em 2025: a Estação Circular foi aprovada no Ministério do Meio Ambiente e agora está apta a captar até 1% do IRPJ de empresas tributadas pelo Lucro Real por meio da lei de incentivo à reciclagem, sem custo adicional para a empresa. Basta optar que parte do imposto devido será revertido diretamente nesse projeto, com total rastreabilidade e dedução fiscal. A empresa ainda associa seu nome à economia circular, gera relatórios de impacto para ESG e atua em sintonia com a Política Nacional de Resíduos Sólidos.

O papel da Conecta LIR é essencial nesse processo, sendo a primeira plataforma nacional a conectar empresas, projetos aprovados e o governo, oferecendo segurança jurídica, curadoria especializada e transparência durante o financiamento. Tudo feito via sistema digital e acompanhamento rigoroso, simplificando o acesso das empresas a oportunidades de impacto real. Já são mais de 165 projetos aprovados e a expectativa de movimentar bilhões até 2026, de acordo com as últimas previsões do setor.

6 lições para empresas na lei de incentivo à reciclagem

Abaixo, compartilho seis aprendizados da trajetória da Estação Circular, que considero fundamentais para quem deseja ir além da obrigação legal:

  1. Fechar o ciclo da matéria-prima é possível. Não aceite a ideia de que os resíduos não têm valor. Experiências como a da Estação Circular provam: é viável criar um ciclo verdadeiramente circular, onde o insumo descartado retorna multiplicado em benefícios sociais, ambientais e econômicos.
  2. O consumidor pode ser protagonista. Incentivar a entrega diferenciada e premiar qualidade engaja todos, de jovens a idosos. Essa postura ativa muda o destino dos resíduos e potencializa a educação ambiental.
  3. O modelo é escalável e replicável. O formato já influencia cidades próximas e pode ser adaptado para outras regiões, segmentos e tipos de resíduo. Adotar práticas dessa natureza pode ampliar o alcance dos resultados e impactar diferentes comunidades.
  4. Inclusão produtiva transforma. Dar protagonismo a catadores e cooperativas gera renda e reconhecimento. Empresas que apoiam projetos assim atuam diretamente na valorização desses agentes e cumprem um papel socioambiental potente.
  5. A rastreabilidade garante confiança. Usar plataformas como a Conecta LIR oferece relatórios e indicadores confiáveis. Isso favorece tanto a transparência contábil quanto a comunicação de sustentabilidade corporativa.
  6. O impacto vai além dos números. Transformações emocionais, construção de comunidades e geração de sentido para os participantes são efeitos percebidos por quem aproxima pessoas da reciclagem, como vi nos relatos da Estação.

Para empresas do Lucro Real, participar é simples e vantajoso. Em guias práticos, os passos para adesão, as salvaguardas jurídicas e como realizar o match ideal com projetos já estão detalhados. É possível transformar um imposto inevitável em impacto real, social e rastreável.

Por que escolher a Estação Circular e a Conecta LIR

Reforço: investir parte do IRPJ em projetos aprovados pela lei de incentivo à reciclagem não traz custo extra. A empresa se associa a benefícios tangíveis e intangíveis: dedução fiscal, reputação de sustentabilidade, inclusão social e visibilidade. E sabe onde o dinheiro está sendo utilizado na prática.

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A Estação Circular e a Conecta LIR unem tecnologia, inteligência e curadoria para tornar cada etapa segura, documentada e auditável. Estou convencido, conectividade, rastreabilidade e transparência avançam de mãos dadas com educação e protagonismo social.

Para saber mais ou apoiar a Estação Circular, basta acessar o site sobre economia circular ou entrar em contato pelos canais oficiais:

  • conectalir.com
  • Contato@conectalir.com
  • estacaocircular.com.br
  • Instagram: @estacaocircular
Catadores trabalhando em ponto de reciclagem administrado por associação

Agora, mais do que nunca, vale a pena conhecer como a lei de incentivo à reciclagem pode alinhar sua estratégia tributária aos seus valores. Transforme obrigação fiscal em retorno para a sociedade. Conheça a Conecta LIR, inspire-se e traga sua marca para um novo ciclo de impacto.

Perguntas frequentes sobre a Lei de Incentivo à Reciclagem

O que é a Lei de Incentivo à Reciclagem?

A Lei de Incentivo à Reciclagem (Lei 14.260/21) é uma legislação que permite que empresas tributadas pelo Lucro Real destinem até 1% do Imposto de Renda devido para projetos ambientais aprovados, em especial os de reciclagem, economia circular e gestão de resíduos sólidos. O objetivo é estimular ações que fechem o ciclo dos resíduos e proporcionem valor social e ambiental ao país.

Como minha empresa pode aderir à lei?

Empresas interessadas passam por um processo de cadastro e seleção de projetos aprovados nos órgãos oficiais, como o Ministério do Meio Ambiente. Plataformas como a Conecta LIR oferecem curadoria e acompanhamento de todas as etapas, desde o match com projetos até o monitoramento do investimento, tudo feito em ambiente digital seguro. Veja orientações detalhadas em passos para empresas.

Quais os benefícios para empresas que participam?

Ao participar, a empresa garante dedução fiscal do imposto, compliance, relatórios de impacto ESG, visibilidade positiva da marca e alinhamento com a Política Nacional de Resíduos Sólidos. É possível ainda mensurar o impacto real por meio de dashboards e relatórios detalhados.

Quanto custa participar da Lei de Incentivo?

O incentivo é integralmente dedutível: não há custo extra para a empresa, já que o valor sai do imposto de renda já devido. Todas as etapas, do cadastro ao acompanhamento, podem ser realizadas por meio de plataformas especializadas sem encarecimento contábil.

Quais projetos podem ser incentivados pela lei?

A lei contempla projetos de reciclagem, circularidade, compostagem, pontos de entrega voluntária e apoio a cooperativas e tecnologias inovadoras no setor de resíduos. Todos devem passar por aprovação e serem listados em sistemas oficiais antes de captar recursos. Exemplos práticos e referências estão disponíveis em iniciativas aprovadas.

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Alexandre Furlan Braz

Sobre o Autor

Alexandre Furlan Braz

Alexandre Furlan Braz é apaixonado pelo desenvolvimento sustentável e pelo potencial das leis de incentivo para transformar a sociedade. Atua como redator e web designer, mantendo-se atualizado com as tendências de reciclagem, economia circular e responsabilidade social corporativa. Seu interesse está em conectar empresas a projetos de impacto, promovendo soluções inovadoras alinhadas a metas ambientais, sociais e de governança.

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