Desde que comecei a acompanhar políticas tributárias e sustentabilidade, percebo que unir Imposto de Renda e impacto positivo parecia um sonho distante para muitas empresas. Hoje, com a Lei de Incentivo à Reciclagem (Lei 14.260/21), esse cenário mudou. Agora, empresas enquadradas no Lucro Real podem transformar parte do imposto já devido em grandes avanços ambientais e sociais, por meio do financiamento de projetos em reciclagem e economia circular.
O funcionamento do Imposto de Renda no contexto da reciclagem
O Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) é realidade para qualquer empresa do Lucro Real, principalmente aquelas que operam com grandes volumes de faturamento. Antes, esse valor era destinado de maneira rígida ao governo. Mas, com a regulamentação da Lei de Incentivo à Reciclagem em 2024, o cenário ganhou uma nova perspectiva: é possível destinar até 1% do IRPJ para projetos de reciclagem previamente aprovados pelo Ministério do Meio Ambiente.
Destinar imposto para transformação social e ambiental é possível.
Basicamente, a lei permite essa destinação, que não é considerada doação, sem alterar a carga tributária da empresa. Ou seja, não há despesa adicional. O valor é deduzido diretamente do IRPJ devido e realocado para financiar iniciativas como compostagem, inovação na manipulação de resíduos, ou estruturação de cooperativas de reciclagem.
Critérios, limites e benefícios fiscais
Nas minhas pesquisas, percebi a importância de entender alguns pontos fundamentais sobre a Lei de Incentivo à Reciclagem:
- Apenas empresas tributadas com base no Lucro Real podem realizar a destinação.
- O teto de alocação é de 1% do IRPJ apurado (valor do tributo, não do lucro).
- Projetos contemplados precisam estar aprovados pelo MMA, publicados no SINIR, e seguir critérios técnicos e legais.
- Os valores destinados não podem ser computados como ação de logística reversa ou atendimento à obrigações ambientais já existentes.
A segurança jurídica é total: a empresa faz a destinação usando mecanismos oficiais, com processo digital operado pelo TransfereGov, que trouxe mais transparência e acompanhamento para todas as etapas do processo.
Documentos, prazos e compliance: o que observar?
Nesse ambiente, a atenção com documentos e prazos é fundamental. O ciclo de submissão segue calendário anual definido pelo MMA, com destaque para 2026, cujo prazo de envio de propostas se encerra em 30 de julho. Quem atua do lado da empresa precisa garantir que:
- O cálculo do IRPJ devido antes da aplicação das destinações seja validado pelo contador;
- Documentos comprobatórios da destinação sejam arquivados, recibo emitido pelo projeto beneficiário e validação no portal oficial;
- Relatórios e prestação de contas dos projetos parceiros estejam acessíveis para fins de compliance, auditoria e divulgação de resultados em ESG.

Exemplo prático: como funciona na prática?
Um exemplo de aplicação é o caso fictício de uma empresa com R$ 1 bilhão de faturamento anual e lucro de R$ 50 milhões. Seu IRPJ devido seria de R$ 12,4 milhões. Pela LIR, pode destinar R$ 124 mil a projetos de reciclagem, sem nenhum custo extra para a operação. Isso valoriza a marca, potencializa resultados em sustentabilidade e ESG, além de aproximar a empresa dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável.
Já vi a Conecta LIR atuar junto a projetos como a formalização de cooperativas por meio da tecnologia, iniciativas semelhantes atuaram com captação mínima superior a R$ 1,5 milhão, alavancando a profissionalização e o impacto social dentro da cadeia da reciclagem na região de São Paulo.
Benefícios sociais, ambientais e corporativos
Transformar imposto devido em valor social é uma das estratégias mais inteligentes em sustentabilidade corporativa. As vantagens não param nas isenções fiscais. Empresas parceiras têm acesso a relatórios de impacto para comunicação de ESG, campanhas institucionais já inclusas, e ainda relatórios padronizados para auditorias e investidores.
A parceria entre a Conecta LIR e Fenacon amplia essa transparência, trazendo curadoria especializada, compliance reforçado e uma conexão confiável entre empresas e projetos aprovados pelo Governo Federal. Não é só teoria: as soluções já entregam resultados concretos em projetos e ajudaram a mudar o cenário de reciclagem em centenas de famílias em todo o Brasil, como mostram dados do setor público.
Para quem busca mais detalhes sobre incentivo fiscal no contexto da reciclagem, ou deseja conferir um guia prático voltado para empresas, há excelentes referências.
E o movimento não para de crescer. Em 2025, o Ministério do Meio Ambiente recebeu 952 propostas para a LIR, totalizando R$ 2,2 bilhões em investimentos pleiteados, reflexo de como o setor privado e a sociedade civil estão apostando na economia circular para transformar o país. Este ciclo é promissor, e cada empresa pode ser parte dessa grande transformação.
Conclusão
Eu vejo que a saída não é criar mais impostos, mas sim tornar o dinheiro já pago responsável por mudar realidades. A Conecta LIR mostra diariamente como transformar obrigação fiscal em impacto social, ambiental e econômico.Se sua empresa quer alinhar estratégia tributária, sustentabilidade e protagonismo social, esse é o seu momento. Conheça a plataforma, entenda mais no passo a passo para destinar IRPJ e venha fazer parte dessa rede.
Perguntas Frequentes
Como funciona a doação via Imposto de Renda?
Funciona por meio da destinação de até 1% do IRPJ devido para projetos de reciclagem aprovados pelo governo. A empresa seleciona um projeto via plataforma autorizada, como a Conecta LIR, e realiza o aporte, sendo este valor integralmente dedutível do imposto a pagar, sem custo adicional.
Quem pode destinar IR para reciclagem?
Apenas empresas tributadas pelo Lucro Real podem destinar parte do tributo para projetos da Lei de Incentivo à Reciclagem. Outros regimes tributários não têm esse benefício previsto em lei.
Quais projetos de reciclagem aceitam IR?
Projetos aptos são aqueles aprovados previamente pelo Ministério do Meio Ambiente, publicados no SINIR, e que atuam em circularidade, compostagem, PEVs (Pontos de Entrega Voluntária), apoio a cooperativas ou inovação tecnológica. O portfólio aumenta a cada ciclo, conforme indicações do governo federal.
Vale a pena doar parte do IR?
Sim. Além do benefício fiscal, quem faz a destinação fomenta práticas ESG, fortalece reputação, apoia cadeias produtivas sustentáveis e gera impactos práticos e mensuráveis, como geração de emprego e renda em regiões carentes.
Como acompanhar o uso do valor doado?
O acompanhamento pode ser feito através dos relatórios online, dashboards fornecidos pela própria Conecta LIR e auditorias governamentais, garantindo transparência do início ao fim do processo, além das obrigações de publicização no portal TransfereGov.br.
